sábado, 7 de janeiro de 2012

Desenvolvimento das larvas de Betta splendens

A fase de desenvolvimento das larvas de Betta splendens em cativeiro é a mais desafiadora de todas. As coisas acontecem muito rapidamente e você precisa estar preparado(a) para atender as necessidades básicas das larvas ao tempo certo: equilíbrio constante de temperatura e pH da água, limpeza e renovação da água, alimentação com alimentos vivos, betteiras em abundância para os machos e tanques coletivos de crescimento para as fêmeas (jovens).

Não se assuste! É trabalhoso, mas o resultado é absolutamente gratificante.
Recapitulando o que dissemos no tópico Reprodução de Betta splendens em cativeiro, aproximadamente após 48 horas da postura dos ovos, inicia-se a eclosão dos ovos, surgem milhares de larvas no ninho-bolha, minúsculas (aproximadamente 2,5 mm).

1º dia
Parecem fiapinhos espetados no ninho, na vertical. Neste momento se alimentam das reservas contidas no saco vitelino. Você vai vê-las cair do ninho-bolha e tentar voltar sozinhas, outras cairão no chão do aquário. Estas serão pegas pelo macho, na boca, e colocadas novamente no ninho-bolha. Ele continuará fazendo isto por 48 horas aproximadamente, daí o macho deverá ser retirado do aquário (final da tarde) e as larvas de Betta splendens ficarão totalmente dependentes da sua atenção e esforço para mantê-las alimentadas e saudáveis.

3º dia
Pela manhã, as larvas precisam começar a se alimentar. Uma boa opção é verme-do-vinagre, alternando com microvermes a tarde, e a noite, voltando a oferecer verme-do-vinagre. Outras opções: paramécias, rotíferos ou infusórios.
Siga este roteiro de oferta de alimentos, adaptando-o para a sua realidade, usando aquilo que você cultiva e pode oferecer às larvas e um pouco mais adiante aos juvenis:


É bom começar a aerar a água levemente para quebrar a tensão superficial da água. O labirinto das larvas ainda não está totalmente formado, isto só vai acontecer por volta do vigésimo quinto/trigésimo dia de vida da larva, mas elas sobem à superfície da água, mesmo sem fazer troca de gases.
Você vai observar que as larvas já assumem o nado horizontal, com movimentos erráticos e rápidos pelo aquário.
Concomitantemente e até o final do processo, inicia-se o processo de trocas parciais de água, pelo menos, 2 vezes por semana.
Muito lentamente vá aumentando a coluna d'água do aquário, de forma a chegar por volta da 8ª semana com a coluna d'água em seu nível máximo, dentro do aquário de cria e desenvolvimento.
Neste ponto é aconselhável começar a introduzir alimentação industrializada, triturada na forma de farelo, até que o peixe cresça o suficiente para aceitar o granulo inteiro.
Também, é hora de pensar em transferir os peixes para um ambiente maior. Introduzir um filtro interno ou externo que agite o menos possível a água e tenha proteções para que os peixes não sejam sugados.
Em todo o processo há de se tomar muito cuidado com relação a super-alimentação, que deve ser evitada, limpeza da água, estabilidade do pH e da temperatura.
Na medida em que já seja possível distingüir os machos dentro do seu plantel, já vá separando-os em betteiras ou enjarrando-os, como se costuma dizer (pets de refrigerantes são uma opção barata).



Após a 20ª semana
Já é possível começar a seleção dos melhores espécimes para melhoria genética do seu plantel e começar a distribuir os filhotes no mercado ou entre amigos.

OBS: ESTE DOCUMENTO FOI TIRADO DO SITE http://www.bettabrasil.com.br/ .


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